terça-feira, dezembro 07, 2004

"Quem espera sempre alcança."

Que grande treta. Quase toda a gente espera por algo a vida toda que nunca alcança. O jornalista que espera pela notícia bombástica que o leva a ser conhecido. O agricultor que, pacientemente, espera, ano após ano, que os tomates portugueses finalmente dêem um lucro decente. O Yasser Arafat, que viveu toda a vida na esperança de conseguir paz no seu país. O G.W. Bush que viverá toda a sua vida na esperança de se tornar inteligente. Todos os milhões de pessoas que esperam pelo dia em que finalmente vão ganhar no totoloto... e esse dia não chega. Os bilhões de pessoas que diáriamente esperam ter algo para comer... e que muitas vezes acabam por morrer à fome. Isto sem falar na expressão em si: "Quem espera...". Quem espera, só espera, sem nada fazer, não alcança lá grande coisa.
Claro que todos devemos e temos que ter esperança de alcançar o que desejamos, até porque é isso que nos move! Mas a realidade é que nem sempre alcançamos. A vida não é justa (não é nenhuma novidade). Por isso não me venham cá dizer que quem espera sempre alcança. Ah, e se estiverem à espera sentem-se...

3 comentários:

Anónimo disse...

Sim, concordo contigo! Quem espera pode ser que tenha sorte mas em princípio o simples facto de se estar a usar tempo para esperar em vez de fazer algo que diminua o tempo de espera...enfim! Mas esperar pode ser, em certos casos, a melhor decisão a tomar! Por exemplo, se for atrás de alguém que goste pode ser muito destructivo, na medida em que se eu não obtiver resultados, enfim é mais uma talhada na autoestima, que depois não é muito fácil recuperar. Depois posso ficar em modo "desespero" porque as coisas não andam nem desandam, e até ficar confuso porque posso magoar-me e para compensar tentar aproximar-me de outra pessoa e depois volta a acontecer e , enfim, não é planeado, mas acontece. Sou no entanto defensor da máxima "entre ir e ficar vai sempre!", por já se sabe, se não se tentar, não acontece nada! Mas se me conseguir abstrair do facto que a minha vida se encontra despojada de relacionamentos à tanto tempo que já nem sei bem como é que essas coisas funcionam, admito ser a melhor opção ficar "à espera" de alguém, pois assim não estou a stressar por que a tal já nao diz nada à uma semana e tem estado muito com fulano x e não me liga ponta.Assim invisto mais em mim, fico mais autoconfiante, devo dar aquele ar de inacessível e elas lá vão esboçando um sorriso ocasional. Esta estratégia exige no entanto muito bom senso, porque no momento certo é necessário agir, tirar o leão da jaula e deixá-lo um bocado à solta, ou seja não esperar nem mais um segundo. A questão é que nesse momento perfeito em que todas as condições se reunem e só se tem que espontâneamente deixar a mente resolver o assunto sozinha, pode haver problemas: "o bloqueio": quando surge interferência no desejo resultado de antecipação de uma situação potencialmente desagradável; "o pânico": quando o medo chega e acampa (o que é que eu digo, devo estar louco, porque é q ela haveria de..)
"o horror": quando já se está com a cabeça cheia de tralha e surge aquela pessoa naquela situação e em vez de acção...encosto-me confortávelmente a um canto e espero que a crise passe, para depois me moer a cabeça a mim próprio por ser como sou.
Ou seja, particularizando a situação para relacionamentos de carácter amoroso (que me tem lixado a cabeça) defendo uma postura de indiferença em relação à possibilidade de acontecer alguma coisa (ou seja, dar sem esperar receber)até ao momento ideal, no qual se tem de agir. Deve-se então esperar (mas sem ter consciência de se estar à espera), pois o simples facto de estar com pessoas já é um investimento nesse sentido. O á vontade, leveza e ausÊncia de ansiedade derivado da falta de preocupação (que a procura de um objectivo difícil de alcançar provoca) fará o resto.
Defendo portanto esperar até ao momento certo (neste caso particular de relacionamento)que pode nunca chegar e nesse caso...esta teoria vai pela retrete abaixo!

AS

Anónimo disse...

Sinceramente, e humildemente, porque óbviamente cada um sente o que sente, há que ter a noção que nunca se vai ser feliz..( parece radical não é!)
Amigos!!! Andamos a enganar-nos no verbo... Vamos estar felizes... E esperançosamente na maioria dos dias...
Um momento máu, é máu, é terminantemente escatológico, mas tem que ser aceite porque faz parte, contaminar o resto dos dias com esse mal é que já depende de cada um... A espera...essa tal...Porquê esperar? E que tal não esperar, ir contra a parede, ser desiludido, chorar, tudo faz parte, mas ao menos andamos a viver, e não a procrastinar numa nostálgia que não serve para nada, a não ser confiar mais na sorte do que em nós próprios... Claro que não é tudo tão simples assim, há questões de auto.estima, uma série de outras pendências... mas que tal juntarmo-nos todos e decidirmos ser mais conscientes ( ter noção que há pessoas que mereçem, outras que não, etc..) e realmente dizer aos outros o que pensamos... Libertamos a alma e no final ficamos com as respostas.. Se muitos de nós fizessemos isso, talvez ouvissemos um sim mais vezes. Também há o azar, o desencontro, mas quanto tempo poderá durar?? Claro que convém estar bem, saudavelmente desiquilibrados!! Há que aguentar um possivel tombo! Mas ter esperança que um dia seja um salto daqueles...
VÁ VAMOS ANIMAR, deixar de pessimismos, porque assim é dificil viver com um sorriso! Há sofrimentos que não se conseguem evitar, doi, corroi, mas nada termina aí...
No final não interessa se é uma curta ou uma longa metragem... O filme, esse é que tem que ser bom!!
É fácil falar eu sei, mas é em falar que está o inicio... n se sabe é do quê!!!
M....

somebody disse...

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